terça-feira, 3 de outubro de 2017

Cansaços

Depois do jogo com o Porto, o treinador do Sporting, como que a justificar porque não conseguiu vencer, disse que nos últimos tempos fizeram 7 jogos em 22 dias, praticamente um jogo de 3 em 3 dias. Mas, então, o jogo não é a sua profissão? Não treinam todos os dias e treinar não é correr atrás da bola e fazer exercícios com ou sem ela? Não me parece boa desculpa e, por isso, vêm-me à memória aqueles jogos que a rapaziada da Moita fazia no “campo das covas” ali entre as Oliveiras Grossas e o Bairro de Sta Maria: Era jogar desde o meio da tarde até às 22 horas quando o efeito do sol ainda dava claridade ou, desaparecida essa, ficava no seu lugar uma horazita de luar!!! Se estávamos cansados, nem dávamos por isso, se os joelhos estavam a sangrar nem dávamos por isso e até o jantar era esquecido! Descíamos a ladeira da igreja, atravessávamos um carreiro que existia do lado esquerdo na estrada que leva ao Cardal, atravessávamos umas hortas, a linha férrea e, pronto, estávamos na nossa academia! Tínhamos entre 12 e 15 anos e não eram 7 jogos em 22 dias, eram 30 em 30 dias!!! E eram 30 jogos de 7 horas cada um!!! E fazia muito calor! E não se falava em aquecimento global!
Outra coisa em que o sr J.Jesus deveria pôr os olhos era naquele grupo de jovens que, na noite de 3 de Outubro, há precisamente 54 anos, andou toda a noite num baile e depois, meio ensonado e meio com copos foi aliviar as pernas nas carruagens que ali estavam paradas na estação do Entronca-mento, a poucas horas de entrarem em ação nas pistas do antigo estádio de Alvalade! Claro que o resultado da participação no torneio de atletismo que então se realizava não foi brilhante mas, ainda assim, deu para que o clube reparasse em nós pois tivemos dois atletas que receberam mais tarde convites para treinar!

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Se calhar...

A propósito de armas e munições, às vezes dá-me vontade de rir. Na primeira emboscada em que a minha companhia caiu, quando em serviço na Guiné, perdi logo três granadas que levava penduradas no cinturão, tal foi o entusiasmo e a força com que corri para me proteger junto a uns arbustos que nem protegiam nada. Ao fim e ao cabo nem precisava delas pois a minha missão era o rádio e mantê-lo debaixo de olho assim como ao homem que o transportava à laia de mochila. Não precisei de justificar esse desaparecimento de munições porque, na realidade houve tiroteio forte e feio e, se alguém teve de justificar, não terá tido problemas. Problemas poderia ter tido o comandante de um destacamento onde estive, caso não tivesse inventado um forte ataque “terrorista” no início de um determinado anoitecer. Como ninguém me tinha informado do que se ia passar, (soube depois que foi propositado – para que eu fosse realista ao transmitir a mensagem) dei um salto da cama quando uma granada de morteiro caiu sobre o abrigo e uma rajada de balas sobrevoou os céus, levando-me a demorar algum tempo a acender o candeeiro que era uma garrafa de petróleo. Tinha que avisar de imediato o comando do batalhão, sediado a cerca de 20 km. Enviada a mensagem e dadas as coordenadas do fogo “inimigo”, começaram a voar obuses vindos do lado do batalhão. O pessoal do pelotão ali destacado, que gostava de ir à caça quando lhe dava na mona, viu-se assim dispensado de justificar tanto gasto de munições!!! Agora quando ouço o sr ministro da defesa dizer que se calhar nem houve assalto nenhum aos paióis de Tancos, lembro-me com saudade deste episódio ocorrido lá nas matas da Guiné! E só cá para mim digo que o sr ministro é capaz de ter razão ao dizer que, se calhar, nem houve assalto nenhum!

domingo, 3 de setembro de 2017

Sobre títulos

Reflexões sobre futebol.

O português imparcial vê elementos de “grupos organizados” matar pessoas e vandalizar património de outros clubes (como recentemente em Vila do Conde, onde houve feridos do clube da cidade); vê um jogador do Benfica mandar-se a pés juntos sobre as pernas de um adversário, vê “benficagates” e, das instâncias do poder, só saem castigos para o presidente do Sporting C de Portugal. Eu, não sendo imparcial, vejo que, se o Benfica nunca é castigado nem os seus jogadores nem presidente, é porque o Sporting é um alvo a abater e o seu presidente um grande e corajoso presidente. Os anteriores, por serem submissos ao sistema nunca foram castigados, já que o Sporting não oferecia perigo, estava até a tornar-se um clube simpático. Havia uma “belenencização” do clube de Alvalade, para que houvesse só dois a poder atingir o título. Isso fazia com que,  geralmente, quase nunca chegava um natal sem que o Sporting estivesse já a montes de pontos distante dos rivais! Os homens do apito tratavam de fazer com que assim acontecesse! Nunca esquecerei o que disse uma vez, numa entrevista a um jornal desportivo, o dr Silva Resende ex-presidente da federação portuguesa de futebol e dirigente da Uefa:
Em Portugal, a maioria dos árbitros dizia ser sportinguista para estar mais à vontade nos jogos em que era preciso travar o Leão! Ninguém iria dizer que foi propositado!!!”
Não seria por isso também que Carlos Queiroz disse um dia que era preciso limpar toda a trampa que existia na federação?
Começa pois a estar claro como a água que, para o “sistema”, este presidente do Sporting não interessa!

(jorgegil)

domingo, 20 de agosto de 2017

Que estado?

Afinal a justiça portuguesa é célere e eficaz. Repare-se nos últimos casos de alegada corrupção apontados ao Benfica: Tapa-se a boca ao presidente do Sporting e ao director de comunicação do FCPorto e já está! Querem melhor?
Quanto aos incendiários, são apanhados alguns e...deixa andar!
Será pelo facto de as chamas serem vermelhas e o melhor meio de destruir tudo o que é verde?
Quiçá! 

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Malucos em foco

Estou um pouco intrigado. Então a guerra na Síria já acabou? É que há muito tempo que os noticiários não abordam coisa alguma sobre esse assunto. Será que o espaço que querem dar ao “espetáculo” dos incêndios em Portugal, não permite que se perca tempo com coisas de “menor” importância?
Com tanto foco dado aos fogos, repetindo imagens do dia e de dias anteriores até à exaustão, as televisões, inconscientemente, de certo, estão a fazer o jogo dos pirómanos, principalmente daqueles que se dizem malucos e que gostam de ver tudo a arder. Assim, incendeiam, vão para casa e, calmamente, sem loucura, sentados no sofá, assistem ao espetáculo. Caso contrário, teriam de ficar por perto e a sofrer muito com o calor!!! Por favor deixem de transmitir os incêndios, para a gente pensar que já acabaram como a guerra da Síria!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Cómicos

Somos todos muito cómicos! O ex-primeiro ministro PC, diz, com voz muito exaltada, que o atual 1º ministro aumentou as pensões por estarmos perto das eleições autárquicas, esquecendo-se que, nas últimas eleições aumentou o salário mínimo também pouco antes da sua realização! Só que o atual chefe do governo, está simplesmente a cumprir o que prometeu!;
  • Alguns fanáticos da bola, quando em Portugal não há casos de arbitragem para criticar, viram-se para os campeonatos de outros países!;
  • Nas televisões “Há Volta” todos os dias na localidade onde a volta chega e, à volta disso, apresentam aqueles cantores “pimba” já velhos e gastos, rodeados de umas galdérias meio nuas e saltitantes!;
  • Quanto à RTP memória, não fora o Alf, o Santo, os Soldados da fortuna, Hitchcok e pouco mais, seriam só Hermanices sem graça e Duartes e companhias, tudo cheio de bolor!
  • Bem, falta criticar-me a mim mesmo: Claro que sou um cómico sem graça!

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Embrulha

Ninguém sabia da sua existência até há pouco tempo quando teve a “desVentura” de gozar com milhões de sportinguistas num programa televisivo. A sua sede de protagonismo levou-o agora a candidatar-se à presidência de uma câmara municipal e entrou logo a matar, atacando uma minoria étnica sobre o usufruto de regalias supostamente imerecidas. Não defendo nem ataco essa minoria pois são o que são e sempre foram. Ataco é que que se ataquem uns e não se diga nada sobre os de colarinho branco e engravatados que roubam o estado em milhões, contribuindo para a dívida astronómica que temos e que todos, ricos e pobres, têm vindo a pagar. Às vezes, querer entrar na política só para dar nas vistas, revela-se uma perigosa “aVentura”!!!