domingo, 3 de setembro de 2017

Sobre títulos

Reflexões sobre futebol.

O português imparcial vê elementos de “grupos organizados” matar pessoas e vandalizar património de outros clubes (como recentemente em Vila do Conde, onde houve feridos do clube da cidade); vê um jogador do Benfica mandar-se a pés juntos sobre as pernas de um adversário, vê “benficagates” e, das instâncias do poder, só saem castigos para o presidente do Sporting C de Portugal. Eu, não sendo imparcial, vejo que, se o Benfica nunca é castigado nem os seus jogadores nem presidente, é porque o Sporting é um alvo a abater e o seu presidente um grande e corajoso presidente. Os anteriores, por serem submissos ao sistema nunca foram castigados, já que o Sporting não oferecia perigo, estava até a tornar-se um clube simpático. Havia uma “belenencização” do clube de Alvalade, para que houvesse só dois a poder atingir o título. Isso fazia com que,  geralmente, quase nunca chegava um natal sem que o Sporting estivesse já a montes de pontos distante dos rivais! Os homens do apito tratavam de fazer com que assim acontecesse! Nunca esquecerei o que disse uma vez, numa entrevista a um jornal desportivo, o dr Silva Resende ex-presidente da federação portuguesa de futebol e dirigente da Uefa:
Em Portugal, a maioria dos árbitros dizia ser sportinguista para estar mais à vontade nos jogos em que era preciso travar o Leão! Ninguém iria dizer que foi propositado!!!”
Não seria por isso também que Carlos Queiroz disse um dia que era preciso limpar toda a trampa que existia na federação?
Começa pois a estar claro como a água que, para o “sistema”, este presidente do Sporting não interessa!

(jorgegil)

domingo, 20 de agosto de 2017

Que estado?

Afinal a justiça portuguesa é célere e eficaz. Repare-se nos últimos casos de alegada corrupção apontados ao Benfica: Tapa-se a boca ao presidente do Sporting e ao director de comunicação do FCPorto e já está! Querem melhor?
Quanto aos incendiários, são apanhados alguns e...deixa andar!
Será pelo facto de as chamas serem vermelhas e o melhor meio de destruir tudo o que é verde?
Quiçá! 

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Malucos em foco

Estou um pouco intrigado. Então a guerra na Síria já acabou? É que há muito tempo que os noticiários não abordam coisa alguma sobre esse assunto. Será que o espaço que querem dar ao “espetáculo” dos incêndios em Portugal, não permite que se perca tempo com coisas de “menor” importância?
Com tanto foco dado aos fogos, repetindo imagens do dia e de dias anteriores até à exaustão, as televisões, inconscientemente, de certo, estão a fazer o jogo dos pirómanos, principalmente daqueles que se dizem malucos e que gostam de ver tudo a arder. Assim, incendeiam, vão para casa e, calmamente, sem loucura, sentados no sofá, assistem ao espetáculo. Caso contrário, teriam de ficar por perto e a sofrer muito com o calor!!! Por favor deixem de transmitir os incêndios, para a gente pensar que já acabaram como a guerra da Síria!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Cómicos

Somos todos muito cómicos! O ex-primeiro ministro PC, diz, com voz muito exaltada, que o atual 1º ministro aumentou as pensões por estarmos perto das eleições autárquicas, esquecendo-se que, nas últimas eleições aumentou o salário mínimo também pouco antes da sua realização! Só que o atual chefe do governo, está simplesmente a cumprir o que prometeu!;
  • Alguns fanáticos da bola, quando em Portugal não há casos de arbitragem para criticar, viram-se para os campeonatos de outros países!;
  • Nas televisões “Há Volta” todos os dias na localidade onde a volta chega e, à volta disso, apresentam aqueles cantores “pimba” já velhos e gastos, rodeados de umas galdérias meio nuas e saltitantes!;
  • Quanto à RTP memória, não fora o Alf, o Santo, os Soldados da fortuna, Hitchcok e pouco mais, seriam só Hermanices sem graça e Duartes e companhias, tudo cheio de bolor!
  • Bem, falta criticar-me a mim mesmo: Claro que sou um cómico sem graça!

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Embrulha

Ninguém sabia da sua existência até há pouco tempo quando teve a “desVentura” de gozar com milhões de sportinguistas num programa televisivo. A sua sede de protagonismo levou-o agora a candidatar-se à presidência de uma câmara municipal e entrou logo a matar, atacando uma minoria étnica sobre o usufruto de regalias supostamente imerecidas. Não defendo nem ataco essa minoria pois são o que são e sempre foram. Ataco é que que se ataquem uns e não se diga nada sobre os de colarinho branco e engravatados que roubam o estado em milhões, contribuindo para a dívida astronómica que temos e que todos, ricos e pobres, têm vindo a pagar. Às vezes, querer entrar na política só para dar nas vistas, revela-se uma perigosa “aVentura”!!!  

quarta-feira, 5 de julho de 2017

fogos

Tem vindo a ser preconizada a utilização de beneficiários do RSI na limpeza das matas. Como alguns são pirómanos e não gostam muito de trabalhar, parece que resolveram dar um passo em frente e já começaram a tarefa: um gesto que não dá trabalho nenhum e que põe tudo a arder. Quando pegarem neles e os mandarem limpar, já não há nada para limpar!

domingo, 2 de julho de 2017

Desconfiar...não ofende

Estava o governo a receber elogios de todos os quadrantes do mundo, quando, de repente
surge na floresta uma trovoada seca que provocou um autêntico “S.João” com milhares de eucaliptos a executar danças de morte no ar...para um espectáculo televisivo que duraria duas semanas inteiras, acompanhado dum rufar de tambores dos índios da oposição a perfilarem seus ataques de garras afiadas e sedentas de sangue, como se de uma qualquer claque “no name boys”
se tratasse! Como se isso fosse pouco, eis agora um roubo de armas numa unidade militar! É assim tão fácil assaltar um paiol? Portanto um tiro no ministério da AI e logo a seguir outro no da defesa!...É tudo muito estranho tanto que em Outubro teremos eleições.
Sendo assim, sugeriria à srª ministra da AI que não faça a vontade aos amigos do diabo, demitindo-se. Não deve demitir-se. A senhora esteve muito bem pois nunca se afastou do teatro das operações. E, além disso, já houve muita trovoada seca debaixo de água causadora de enormes prejuízos ao país e ninguém se demitiu!
Quanto aos comandantes militares demitidos tiveram o merecido pois não se concebe que um depósito de armamento esteja abandonado um segundo sequer!!! Noutros tempos, ai de quem deixasse roubar uma bala!

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Estradas da imaginação

Mangualde. Foi a primeira colónia de férias onde estive. Para lá chegar, recordo que embarquei na estação do Entroncamento a meio da noite, num daqueles comboios a carvão e com carruagens com bancos de madeira. De casa até à estação, fui transportado pelo meu pai numa bicicleta azulada e sentado no quadro, uma posição bem incómoda. Na estação, aguardámos, numa sala de espera, a chegada do comboio que nos levaria até Mangualde. A gare fervilhava de crianças e respetivos familiares, transportando-lhes as pequenas malas com algumas roupas e farnel. Chegado o comboio e distribuídos os pequenos passageiros pelas carruagens, uns se sentaram logo e outros se debruçaram nas janelas e ali ficaram até à partida do comboio dado pelo homem da corneta, dirigindo um último olhar às pessoas de família espalhadas ao longo da plataforma. Como um gigante molengão, o comboio começou a rolar e a afastar-se rumo ao norte. À medida que avançava, aumentavam os solavancos e a fumarada saída da máquina a vapor, lambia as janelas de todas as carruagens, que devido a isso se iam fechando. O facto de não se ver nada do lado de fora, a não ser umas poucas luzes quando passávamos por alguma localidade, fez com que em pouco tempo, quase todos estivessem a dormir! O matraquear das rodas nas juntas dos carris e os solavancos das carruagens à mistura com o silvo estridente da máquina de quando em vez, ajudavam!
No primeiro dia, num edifício logo à entrada, do lado direito, tinha lugar a distribuição dos bibes e das sapatilhas brancas, de acordo com as nossas medidas. Lembro-me que adorava aquele cheiro das sapatilhas novas.
Os dias eram passados mais ou menos assim: pequeno almoço, recreio no pinhal, onde uma das diversões era levantar pedras para vermos aparecerem escorpiões, apanhar e partir pinhas sobre as rochas para vermos aparecerem os pinhões, brincar às escondidas e outros jogos. Depois, regressávamos às camaratas para nos lavarmos de onde as vigilantes nos encaminhavam  para o refeitório. Acabada a refeição vinha a parte mais chata: uma hora na cama de braços estendidos e barriga para o ar. Era o repouso. E havia castigos para os mais irrequietos que, de tão irrequietos, do castigo ainda se riam! Passado o repouso, ficávamos a brincar ali nas imediações das camaratas até ao lanche e depois do lanche a mesma coisa até ao jantar. De vez em quando aparecia um vendedor de brinquedos e os que tinham dinheiro compravam automóveis, comboios, ambulâncias, camiões com gruas, tudo de lata. Os mais pobres recorriam à imaginação e, com um canivete, tábuas de caixotes ou cortiça, construíam os seus próprios brinquedos.

Às vezes, também, conseguia iludir as vigilantes e corria até ao fundo da mata onde ficava algum tempo encostado à vedação a ver os carros  na estrada alcatroada que passava perto. E começava a imaginar se aquela estrada iria dar à Moita!!! Podia ir e não mas certo, certo, hoje a minha imaginação foi dar a Mangualde!
  

sábado, 10 de junho de 2017

Espraiar

Ainda hoje sinto
aquele cheiro do café com leite
e do pão com manteiga
que a CP oferecia
na estação do Rossio
onde fazíamos escala
rumo à Praia das maçãs!
Da colónia de férias
me vem ainda o odor
do belo macarrão com carne;
a ilusão dos brinquedos de lata
com seus cheiros de tinta
e uma sensação de frio ao tocá-los
percorrendo estradas feitas por nós
passando pontes debaixo de um pinheiro!
E, de manhã, com bibes e em fila
subíamos o elétrico
que nos ia deixar na praia até ao meio-dia.
Havia sempre neblina e o cheiro do mar!
E o medo do mar
das mãos cabeludas do marinheiro
que nos pegava e nos metia a cabeça
dentro duma onda...
Que falta de ar
naquele cheiro a sal
hoje saudade!

terça-feira, 9 de maio de 2017

Casamentos

Não tenham pena de mim
por nunca me ter casado
gosto d´ir sozinho assim
sem puxar nem empurrado!

Sou um carro feito enfim
pra não levar atrelado
Quem tiver pena de mim
vá penar pra outro lado!

Hoje ao ver certos casais
é que vejo o bem que fiz
Que me case não queirais
É que assim sou tão feliz!



sábado, 15 de abril de 2017

latindo e chorando


Stá na moda ter cãozinho
a ladrar a toda a hora
minha rua tem vizinho
cujo cão até já chora!

E se à tarde me dá sono
quero dormir uma sesta
não consigo pois o dono
cá da rua é uma besta!


(quadrazitasminhaseimagemnet)

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Infestantes

Consta que nalgumas matas nacionais, têm andado a combater certas espécies
florais, consideradas invasivas e até prejudiciais à saúde dos humanos. É o caso das acácias (mimosas). Não concordo porque gosto muito das suas lindas flores amarelas que, todos os anos,
quando aparecem, nos indicam a chegada da primavera. Mas quem tem a seu cargo a missão de zelar pelas florestas lá há-de saber! Só pergunto uma coisa:

- Não seria possível iniciar-se já um combate a essa espécie selvagem que tem proliferado em quase todos os bancos, secando-os até à raiz?